Conheça Guillaume Néry, world campeão mundial de mergulho

Com apenas uma respiração e utilização de força muscular, o mergulhador francês Guillaume Néry consegue mergulhar até uma profundidade de 410 pés. Com as suas múltiplas realizações mundiais e através de uma surpreendente combinação de arte de elite e video-arte, Néry promoveu a imensidão da natureza, mostrando que o corpo humano tem uma enorme capacidade de se adaptar á água e compartilhar os valores profundos que aprende no fundo do mar.

O seu vídeo Free Fall, mostra que ao mergulhar no vazio Blue Hole Dean, a baía mais profunda do mundo com 663 metros de profundidade. Visualizou e apreciou a beleza e o mistério deste lugar nas Bahamas. O seu vídeo, gravado pela sua esposa, Julie Gautier, foi visto 26 milhões de vezes no Youtube, mas como o casal disse num programa televisivo nos EUA, Outrageous Atc of Science, “a ideia não era tocar no fundo, mas sim criar um filme de arte diferente do que costumamos ver debaixo de água, redifinindo limites e ver o que há mais profundo possível.”

A magia de mergulhar

Além de ser um campeão com bastante renome, Néry tem controlo absoluto do corpo sobre a mente, nas condições mais extremas, e afirma que segurar a respiração ajuda-o a parar de pensar e entrar num estado de completa paz e relaxamento.

Para Néry, o mergulho torna-se num género de conquista do universo e dá-lhe acesso a um espaço desconhecido e inexplorado. Quando foi ao programa TED, “The Exhilarating Peace of Freediving”, onde falou da sua experiência no fundo do mar a uma profundidade de 403 pés sem equipamento de oxigénio :”  Sinto-me como um pequeno ponto, um pedaço de poeira, espectáculo, flutuando no meio do cosmos, no meio do nada, na imensidão do espaço. É uma sensação fascinante, porque quando olho para cima e para baixo, para a esquerda e direita, para a frente e para trás, vejo o mesmo: o infinito azul profundo”.

O mergulho também permite que ele se conecte com outros valores, como a humildade, a aceitação do momento presente e o respeito pela tripulação:”Quando me encontro nessas profundezas…Eu sou uma pequena mancha de nada perdida em todo o tempo e espaço. E é….absolutamente fascinante.”

Não perca o vídeo em que Guillaume Néry explora a piscina Y40, a piscina mais profunda do mundo, num mergulho único sem equipamento de mergulho!

Uma piscina no campo de Apúlia

A arquitectura do passado é perfeitamente reconhecida neste estabelecimento hoteleiro localizado a poucos quilómetros de Ostuni, mais conhecida como a cidade branca de Brindisi, o coração da paisagem rural de Apúlia. Andrew Trotter levou três anos para aprofundar as tradições locais, para criar o design desta caixa luminosa onde tudo foi construído à volta de um pátio. Uma vez dentro, é surpreeendido por uma fantástica piscina com uma paisagem para oliveiras com mais de 500 anos.

Paredes grossas, tectos abobadados, pisos de pedra e paredes caiadas mantêm os quartos quentes durante os dias mais quentes do ano. Os detalhes arquitectónicos são tão simples que criam a configuração ideal para desligar e relaxar em todos os cantos sem grandes cuidados. Este hotel tem seis quartos com 24 a 45 metros quadrados e todos têm um jardim ou terraço privado com vista para o campo.
O ar condicionado não é um dos grandes requisitos neste hotel, pois, os painéis solares oferecem energia suficiente para a iluminação e aquecimento do mesmo. O hotel tem a sua própria fonte de água: um poço que fornece um fluxo constante de água doce para corresponder a todas as necessidades.

Piscina Puglia

Masseria Moroseta foi construída para “zero mile standards”, que caracteriza todas as peças da sua arquitectura. Para corresponder a esta filosofia, todos os alimentos e bebidas servidas no hotel são cultivados pelos proprietários dos hotel ou comprados a agricultores, produtores ou artesãos locais.

A alimentação, a vida social, os rituais diários, o exercício físico é aproveitado ao ar livre, com o sol e frescura da natureza, formando a base deste negócio único. Possui também um forno de pedra com 200 anos, perfeito para assar carne e vegetais. Em Outubro, os proprietários incentivam os hóspedem a picar azeitonas na propriedade.

Piscina entre olivos

Fotografias: © Salva López

Uma antiga casa rural com uma piscina natural

Sobreiros, carvalhos e pinheiros caracterizam a paisagem caracterizam a paisagem catalã do Parque Natural dos Gaverres onde o estúdio de Barcelona Zest Architecture reabilitou uma casa rural antiga. Neste lugar perfeito para a prática de caminhadas, a intervenção dos arquitectos devia respeitar o edifício original por exigência da normativa urbanística, ainda que, com grande acerto, conseguiu reinterpretá-lo e adaptá-lo aos tempos actuais, integrando-o cuidadosamente na zona envolvente.

As paredes da fazenda eram em pedra, pesadas como em todos os exemplos de arquitectura vernácula deste lugar. A nova casa abre essas fachadas e permite que a luz natural invada o interior através das janelas de madeira emolduradas em profundas caixas de aço corten. O contacto visual entre o novo espaço e o ambiente aumentou, enriquecendo o espaço.

Adaptada ao terreno, a partir da nova vivenda pode-se aceder ao jardim de várias formas.

Na parte inferior estão alojados os dormitórios. No piso superior, a zona de estar. A partir deste piso, também se pode aceder à piscina que se estende ao largo do terreno do jardim. A água é reciclada através de uma estação de tratamento biológico e posteriormente utilizada para regar o jardim. A piscina natural foi desenhada para não ter cloro e outros químicos, pois as plantas e os cascalhos filtram e purificam a água.

A casa foi projectada de acordo com os critérios de Passivhaus. Isso faz desta casa um lugar com baixo consumo energético. Os arquitectos forneceram um bom isolamento térmico. Isolamento que, neste caso, é cortiça, um material naturalmente extraído dessa zona. No interior, a casa foi acabada com gesso de argila. No exterior não foi pintada, acabando por deixar o material natural à vista. Os pisos são de betão,  polidos e misturados com ferrugem e acabados com cera de abelha. A casa tem uma instalação geométrica para gerar água quente e aquecimento e, é complementada com um piso refrescante para o verão.

Esta casa rural, que pode ser visualizada neste vídeo, é ideal para descansar!

Imagens: © Jesús Granada

Piscinas com grande contraste

Em 2018 a popularidade das piscinas coloridas com efeito surpresa irá ganhar popularidade. Hoje mostramos-lhe algumas das mais criativas, que demonstram não só que a piscina é um lugar de bem estar, como também é um lugar onde se pode apreciar arte dentro da sua própria casa.

Piscinas inspiradas na natureza

Durante todo o seu percurso, o arquitecto Luis Barragán procurou que a água das suas piscinas projecta-se as cores da luz do sol, da textura dos muros multicolor, das árvores no pátio ou do próprio céu; do cinza, ao violeta, passando pelo azul nos dias mais claros. Na sua obra procurou constantemente que os jardins fossem casas e as casas, jardins. Na casa Giraldi, Luis Barragán colocou uma piscina com muros azuis e vermelhos ao lado de uma mesa rústica, de madeira maciça, sugerindo que pode ser tão inspiradora como a melhor obra de arte.

Máxima saturação

As últimas tendências em cor estão presentes na maioria das obras do arquitecto mexicano Ricardo Legorreta. Nas suas piscinas, contrasta o rosa com o amarelo ou o roxo, de forma livre e criando uma atmosfera alegre e quente.

Piscinas mediterraneas

A piscina em forma de cruz latina da Muralla Roja (Calpe, Alicante) de Ricardo Bofill foi um cenário bastante utilizado para campanhas publicitárias. A sua piscina granada em Mont-Ras (Costa Brava) é outra referência chave desta tendência.

Piscinas conceptuais

No resort conceptual The Library (Tailândia) os mosaicos amarelos e granadas da piscina contrastam com as cores sombrias rubi e turquesa mar, no horizonte. Este espaço é um exemplo de como experimentar a arte dentro da água de uma forma completamente invulgar.

Para adicionar a cor dentro da piscina, sem necessidade de intervenção, pode-se instalar lâmpadas e pontos de luz wireless  controlados à distância. LumiPlus Control Motion permite seleccionar entre 12 cores e 8 sequências com diferentes velocidades, tornando a piscina num lugar de bem estar e, além disso, um espaço dedicado à criatividade e à surpresa.

Imagens:  Cuadra San Cristóbal (Luis Barragán); Onnis Luque- Casa Giraldi (Luis Barragán); Deezen- Casa Kona (Ricardo Legorreta); Legorreta + Legorreta- Adrenaline House (Ricardo Legorreta); The Vandalist – Casa familiar Mont-Ras (Ricardo Bofill); Ricardo Bofill- The Library; The Library.

Villa K, nadando na encosta da floresta de Turingia

Aproximamo-nos do estúdio de arquitectura Paul de Ruiter Architects para mostrar um excelente exemplo de uma vivenda unifamiliar sustentável. Este estudio holandés acaba de projectar e construir a Villa K na Alemanha. Um serviço que, acima de tudo, procurava um resultado discreto e integrado no ambiente natural.

E foi este o resultado: um limpo e transparente corpo paralelipipedo orientado a sul, cuidadosamente colocado sobre a ladeira e que permite assumir, sob a sua grande plataforma, um corpo perpendicular a ele, que aloja a piscina. Por detrás, outro corpo se une à própria ladeira e contém,  de forma mais fechada, as instalações, um armazém e uma ampla garagem com espaço para seis carros.

Os materiais foram cuidadosamente escolhidos. O vidro do volume principal ajuda a fazer desaparecer o corpo ao redor,  pois reflete o céu e a floresta à vista de todos. Além de servir para eliminar a sensação de volume construído, permite umas vistas incríveis sobre o vale, tanto desde o interior como desde o miradouro que percorre de este a oeste toda a vivenda. Este grande terraço é interrompido a meio por um pátio parcialmente coberto, que atravessa a villa de norte a sul e que marca o acesso e a conexão entre a vivenda e os espaços de serviço sob a ladeira.

Este eixo perpendicular à montanha separa o espaço interior funcionalmente e formalmente gera uma potente chamada de atenção sobre a piscina. Incluindo um subtil gesto, que se produz ao elevar a parte do terraço sobre a piscina, permite utilizá-la desde o coração da casa até ao seu extremo mais afastado. Perfeitamente integrado com a paisagem, a villa está posicionada climatericamente de forma eficiente. Paralela à ladeira na sua parte acristalada e sob ela na sua parte auxiliar. A face sul do vidro recebe muita luz natural e radiação solar, enquanto que a parte subterrânea contém o frio.

Um permutador de calor implementado na villa armazena e gere o conforto da casa. O sistema está conectado a um tecto refrigerante e a um sistema de aquecimento por piso radiante, que garante uma temperatura muito confortável em todos os dias do ano. Um sistema informático monitorizado orienta ambos os sistemas.

Fotografías: © Pieters Kers & Patrick Voigt

Descubra a piscina de tubarões da casa LEGO

A casa LEGO, recentemente inaugurada no centro  Billund,na Dinamarca, é uma surpreendente construção em tamanho real com 25 milhões de peças de plástico, onde nada é o que parece. No total, existem 21 espaços sobrepostos que convidam crianças e adultos a explorar o espaço através de jogos e imaginação. A casa da marca de brinquedos dinamarquesa foi desenhada pelo grande estúdio de arquitectura que mostra as infinitas possibilidades das peças LEGO.

Na piscina da casa  LEGO existe um submarino naufragado, tubarões com ar ameaçador de boca aberta, e pranchas de surf que se movimentam dentro destas águas infestadas de perigos marinhos. “É o que as crianças fazem todos os dias com as peças LEGO e foi o que fizemos na casa LEGO com a construção actual, aproximando Billund para se tornar a capital das crianças”, explica Bjarke Ingels, sócio fundador do estúdio de arquitectura BIG.

A construção assenta num espaço público de 2.000 m2 iluminado através das fendas entre cada um dos volumes. Nesta praça, os blocos e as galerias estão organizados de acordo com diferentes temas segundo cada uma das cores primárias do LEGO. Conforme explicado pela equipa de funcionários deste projecto “ a procura de exposições torna-se numa viagem através do espectro das cores”.

Dentro da casa LEGO, uma gigantesca cascata de água multicolor ilumina  a Sala Vermelha, dedicada à criatividade, onde se formam bolhas e uma espuma de peças de cores. O mundo submarino está presente ao longo do percurso, especialmente na zona amarela, idealizada para explorar as emoções. Aqui, dentro de um enorme aquário, encontramos várias espécies de peixes, um polvo e uma medusa, que nadam entre a vegetação marinha e um recife de coral construído inteiramente com tijolos LEGO.

No Blog The Cool Pool admiramos as construções em blocos! Gostaria de conhecer outra surpreendente vivenda desenhada com dois impressionantes volumes longitudinais?

Imagem Iwan Baan

Uma piscina sobre o horizonte de Tarifa

James&Mau formam um estúdio de arquitectura onde, além de fundadores de Infiniski, tornaram realidade a concepção de uma vivenda modular de alta qualidade em Tarifa, tanto a nível arquitectónico como ambiental. Embora o mar esteja um pouco afastado da estrutura, devido à sua elevação, inclinação e disposição, como se fosse um miradouro, na Casa Tarifa consegue-se obter imagens espectaculares do magnífico horizonte. Sobre uma fundação,  que delimita a borda do projecto, deixando entre cada um dos espaços habitáveis um vazio, os arquitectos incorporaram a piscina; a branca composição recorda os volumes típicos dos montes andaluzes.

Funcionalmente,  a casa divide-se em seis estâncias. Cada uma delas fechada num único volume perfeitamente distinto do resto. Foi a distribuição proposta ao cliente, pois ele procurava algo mais que uma vivenda. Os espaços exteriores entre as “caixas” tornam-se em novos espaços habitáveis e aproveitáveis para um infinidade de utilizações: comer à sombra, descansar sobre um cómodo sofá ou simplesmente contemplar, ao fundo, o mar.

Todo o conjunto é coberto por uma pala, que permite controlar os efeitos do sol no verão e o clima no inverno, tornando-se assim um espaço muito confortável.

A importância da água em casa

A casa é rica em passeios e também em vistas da paisagem que a rodeia, existindo um elemento que se destaca: a piscina de 15 metros de comprimento por 4 metros de largura, integrada na frente dos espaços habitáveis, oferecendo uma atractiva base sobre a vegetação que se estende à sua frente e perfeitamente enquadrada na sua envolvência.

A presença da água é importante neste projecto.  É vista de quase todos os cantos da casa. Incluindo quando se está deitado no quarto principal. Importante também é a aposta pela construção industrializada. Uma estratégia cada vez mais utilizada, pois permite reduzir custos, tempo e poluição ambiental. A Casa Tarifa, é um magnífico exemplo de respeito pela arquitectura em toda a sua dimensão. Devido ao seu rigor composicional e construtivo e por demonstrar um compromisso na protecção do planeta. O seu acabamento interior é composto por isolamento de lã de ovelha, assim como painéis de fibra de celulose e gesso natural para os parâmetros interiores. A casa é aquecida com biomassa e usa painéis solares para temperar a água. Na piscina não se utiliza cloro ou outros produtos químicos para depurar e purificar a água. Cada uma destas entradas de água, entre os volumes da casa, configura um lago que contém plantas aquáticas para a depuração da água.

Fotografias: © Erika Mayer www.erikamayer.at

Maria Svarbova, a fotógrafa de piscinas ‘vintage’

Nas imagens da eslovaca Maria Svarbova, os nadadores preparam-se para mergulhar na piscina, jogam dentro de agua, estão sentados á beira da piscina numas escadas ou cadeiras.  As suas fotografias a nadadores com toucas coloridas em piscinas de arquitectura soviética têm atraído o interesse do mundo da arte e da moda

O trabalho de Maria Svarbova foi reconhecido em revistas como El País, The Guardian, Vogue Italia, Harper’s Bazaar. Forbes e Cosmopolitan, entre outras. Nas suas composições explora com simetria, o corpo humano e ocm sentimentos como a melancolía ou  ausencia. Aunque Svarbova estudou restauração e arqueología, em 2010 escolheu a fotografia como meio de expressão artístico. Desde então trabalha criando imagens dentro de espaços públicos em que retrata o  tempo de lazer dentro de uma piscina.

A palete de cores pastel e o minimalismo são duas das grandas paixões de Svarbova. Além disso, a fotógrafa tem também uma grande paixão por moda e escolhe com cuidado o vestuário de banho , que encontra , com frequência, em mercados perto das piscinas municipais onde realiza as sessões fotográficas.

Svarbova utiliza programas de aperfeiçoamento fotográfico que permitem que todos as suas personagens fiquem idênticas e imóveis enquanto observam o reflexo na água. As suas fotografias têm despertado um grande interesse nas redes sociais. Principalmente, o Instagram, que é uma plataforma que ajuda a dar a conhecer as suas imagens onde parece que o tempo parou antes da hora do banho.

A sua forma particular de capturar a simplicidade da vida levo-a a canhar o primeiro premio da categoría de fotografía conceptual e publicitária em The International Photography Awards, uma competição que visa dar a conhecer  os melhores fotográfos e os novos talentos emergentes.

Um centro aquático no paraíso dos Alpes franceses

Courchevel, uma estação de ski no valle de Tarenaise (Saboya), é mais que um lugar ideal para a prática de desporto de inverno. É, por excelência, um canto nos Alpes franceses onde se pode desfrutar dos benefícios da água.

Numa paisagem escalonada de carácter tipicamente alpino, o Centro Aquático Aquamotion ocupa, desde 2015, uma plataforma com espectaculares vistas para o vale e para a panorâmica da montanha, nascendo uma aposta arquitectónica que visa aperfeiçoar em cada gesto a sua integração com a paisagem.

O grande desafio proposto pelos arquitectos, o estúdio de arquitectura alemã Auer Weber e o francês Studio Arch como equipa associada, era conseguir sob um único elemento duas zonas bem diferenciadas no que diz respeito à funcionalidade, separadas por dois pisos. Por um lado, devia projectar-se uma zona de lazer e, por outro, uma zona de relaxamento e descanso. Além disso, tudo tinha que estar alojado sob um grande elemento contínuo, que permitisse uma utilização fluida das instalações e permitisse captar a beleza da envolvência. Enquanto as instalações estão semi-enterradas, a grande cúpula mostra-se como uma grande concha que emerge do terreno e que protege o seu interior. Este grande elemento contínuo, de 80 metros de largura e 120 metros de comprimento, permite também reflectir a luz no seu interior. Pontualmente, os arquitectos desenharam uma série de conchas que se inserem na cúpula para proporcionar novas vistas desde o interior.

As saliências da cúpula atingem 17 metros em alguns pontos, o que torna este projecto num grande exercício de equilíbrio estrutural, que foi possível com a colaboração da equipa Bollinger + Grohmann. Desta forma, o edifício converte-se numa grande escultura de espaços e de luz. Estes movimentos salientes permitem ao edifício abrir-se e comunicar-se com a envolvência dos Alpes, enquanto captura uma enorme quantidade de luz natural, graças às fachadas acristaladas que encerram  o espaço interior. É impressionante desfrutar da água neste centro aquático com um manto verde ao redor no verão, que se torna branco no inverno.

Das instalações interiores destaca-se um tobogan aquático de 30 metros e outro com mais de 100 metros de comprimento, uma piscina para saltos, uma lagoa, uma piscina interior e outra exterior. No centro do complexo, foi concebida uma piscina infantil com uma concha colorida que dá as boas-vindas aos mais pequenos. Vários serviços complementares completam este paraíso aquático: uma cave escura com uma piscina de água salgada, um centro de massagem com uma variedade de tratamentos e um espaço que se abre desde as saunas e os banhos turcos, assim como uma piscina exterior de água fria.

Cada canto conta com um design único e específico. Uma conexão subterrânea desde o centro aquático até ao parqueamento proporciona o máximo grau de conforto aos hóspedes.

Fotografias: © Aldo Amoretti, Barcelona, Spain www.aldoamoretti.com

Flutuar entre o céu e a terra

O hotel Hubertus, localizado na cidade de Valdaora, é um cenário magnífico no Tirol do Sul, bastante interessante para os viajantes que procuram paisagens idílicas para esquiar ou para fazer caminhadas e que, ao mesmo tempo, precisam de um lugar para relaxar após o esforço. Perto do famoso Kronplatz, no Vale Pusteria,este hotel familiar foi reconstruído e ampliado á poucos meses átras. A instalção, que nasceu como uma pensão de duas estrelas, tornou-se, com o passar dos anos e graças ao trabalho dos proprietários ao longo de várias intervenções, num lugar excepcional.

Fotografías: © Hotel Hubertus

A nova oferta que a família Gasser incorpora uma nova secção com 16 suites, uma cozinha e vários restaurantes e bares, acesso a uma ampla área de recepção, uma adega, um ginásio e uma área de relaxamento com terraços panorâmicos. O que é único sobre esta renovação é que, no alargamento, Gasser aposta em incorporar uma espectacular piscina de 25 metros de comprimento com uma fronteira entre o novo e o velho, enfatizando a essência deste ambicioso hotel renovado e assinado pelo estudio de arquitectura Noa – Network of Architecture.

A piscina, tem vista para o vale, que parece uma laje de pedra flutuante com o seu cinza antracite revestido.

O rebordo da piscina, a água transparente e a paisagem perde-se no infinito. A piscina assemelha-se a um lago alpino numa paisagem montanhosa inserido entre as Dolomitas, Património Mundial da Unesco.

A água da piscina, mantém-se durante todo o ano a uma temperatura de 30ºC, sem limite. O volume da água, que ronda uma altura de 12 metros, tornou-se a atracção mais reconfortante deste hotel. É como se tivessem a flutuar por cima da paisagem, entre o céu e a terra. E graças a uma janela cortada no fundo da piscina, o banhista está ciente do que é nada nas alturas.